A espera

Ficar a espera  não combina
Com os dias atuais
Aquele que marca um encontro
Não deve falhar jamais]
A espera faz nascer uma emoção
diferente
Nos coloca de lado e quebra a corrente
A espera rompe o elo afetivo
Mitiga o sentimento e o torna bandido
Aquele  que fica a espera  de coisa postiva
esquece de lançar sementes e cultivar a vida
Interrompe seu ciclo  da felicidade e planta ferida
A espera só seria boa se não  houvesse partida

Saudades

A saudade cria uma distância
Introduz em nosso coração muita esperança
De um dia reviver, aquela delícia da infância
Saudade de ser criança, usar a inocência para  resgatar
Valores perdidos,  como um baú no fundo do mar
Saudade  de minha idade inocente
Que de tanto susto,  gritava quando perdia um dente
Como tenho vontade de me reportar ao passado
Lembro  de minha avó, que fazia doce delicado
Grande confeiteira, fazia bolo e bordado
Saudade de minha tia
Que com sua voz macia
Se punha a aconselhar
Passava o tempo rezando e  tinha muita história para contar
Saudade de Itamarandiba, terrinha boa de passear
Assim vou vivendo
Com saudades de tudo, até de meu  jeito de andar
O tempo passa e as coisas perdem um pouco seu lugar
Assumem rumos,  que devemos nos colocar
Mas as lembranças antigas não param de chegar
Como é bom sentir saudades, isso  nos faz remoçar
Energiza nossa vida e nos deixa no ar
Flutuando em pensamentos, gostosos de saborear.

Astra Amigo

Meu Astra  querrido
Sempre me acompanhou
A caminho estava
Quase nem chegou
Um dia a gasolina
Sem querer acabou
Carro que de susto, quase me matou
Fui vendê-lo na cidade de Franca
E o destino; traçou
O comprador , o documento não registrou!
Muitas multas chegaram
em meu nome continuou,
Um outro carro substituiu,
aquele Astra que de repente , fugiu
Para as mãos de um negligente,
Que em ;seu nome  não  transferiu
Pobre moço de  Goiânia
Fiquei sabendo de seu paradeiro
Várias multas por não parar no sinaleiro
Outras, por excesso de velocidade
Quanta maldade!
Será que o motorista
quer perdê-lo de vista?
Se em seu nome não registrar
Aquele carro irei tomar
Uma medida de busca e apreensão
Será a solução
Vou resgatá-lo  de volta
Antes que o mal vire perdição
Por esse moço não ter parada
Tenho que enfrentar essa jornada
Via judicial, será o ideal
Já sei que o dono é um rapaz imprudente
Existem muitas multas, que moço indecente!
Está passando da hora
De concluir a obrigação
Assuma o encargo
E liberte o amigão
Deixe-o livre de qualquer ônus
Desfaça a má impressão
Transfira o Astra amigo
Não sofra a apreensão
Caso isso não aconteça
Assim poderei rever
Aquele  Astra amigo em minha garagem receber..

Possibilidade Jurídica do Pedido( tema jurídico)

Uma das condições da ação
É o pedido ser juridicamente possível
No código processual civil isso já é previsível
Se o advogado peticionar
Fora do amparo legal
A consequência será fatal
O juiz sentenciará, esse é o caminho normal
Quando exercitar  o direto de petição
Preste bem atenção
Nunca se esqueça das condições da ação
Além dessa , existe outra condição
O interesse de agir também é necessário
Se a parte não demonstrar, o pedido será precário
Faltará as condições de validade
O vício se instaurará nessa dura realidade
Por ser uma questão de ordem pública
O juiz pode conhecer de ofício
Até o magistrado pode perceber o vício
O réu também ,   nas preliminares pode fazer a arguição
Assim o juiz sentenciará e gerará a extinção
Ao lado das condições, temos o pressuposto processual
A falta dos mesmos também não é legal
Nesse caso, abre-se a oportunidade de emenda
Como é triste para o patrono, fazer essa corrigenda
O juiz concederá prazo para sanar,
Deve o advogado corrigir essa falha e completar
a angularidade processual e o réu poder citar,
Assim, caminhará o processo
Rumo ao sucesso, pois o fim maior da questão,
É o juiz dar a solução.

Amigo Délio Malheiros

Menino de Iamarandiba
De lá tão cedo partiu
Tentar a vida na cidade grande
Seu destino seguiu
Formado em Direito
Isso é bom lembrar
Sua carreira iniciou e começou a advogar
Deixou suas raízes, naquela cidade pequena
Enfrentou a saudade com a alma serenahorizontes
Como és dedicado
Fez bacharelado
E se  tornou deputado
Aqui convém lembrar
Querido primo Malheiros
Seu perfil é de homem guerreiro
Abandonou a cidade do carvoeiro
Conheceu vários De BH até outras fontes
Sua irmandade é numerosa
Família unida com conquistas grandiosas
Aqui lembro em especial
De um jovem genial
Seu nome é Hamilton e é juiz federal
Gostaria de perto acompanhar
Seu trajeto polítco já é de se admirar
Pois a coletividade com Délio só tem a ganhar
Minha infãncia em Itamarandiba ia passar
Naquele tempo quem podia advinhar
Que o triunfo político ia iniciar
Dedicado as causas sociais
Afastou-se de seu caminho interesses individuais
Homem de reputação ilibada
Para  ele não tem dia nem noite, vale até a madrugada
Tenho  vontade de um dia poder reencontrar
Aquele razpa faceiro que na moto queria montar
Subia a rua Diamantina que parecia um Jaguar
Saudades de Itamarandiba sempre me faz recordar
Da casa de minha tia onde eu ia passear
Esse elo forte teve um início
Torço que venha em Paraíso
Aproveito a oportunidade para registrar
Meu querido Délio Malheiros
A câmara legislativa só tem a ganhar
Sua postura brilhante sempre irá te beneficiar
Homem de vida modesta, continue a lutar
Por ideais profundos, e a desigualdade sepultar
Defensor do consumidor
Isso me faz alegrar
Na cartilha do consumidor, letrada quero ficar
Meu amigo querido, sempre irei te acompanhar
Sua trrajetória é marcante
Aqui ou em outro lugar
Assim vou terminando essa rima popular
Mas reforço meu sentimento de um dia poder te abraçar

Alterações do novo Código de Processo Civil

Novas regras serão inseridas
Não sei se conseguirei, beber essas medidas
O processo cautelar, não mais existirá
Meu Deus quanta confusão
Na própria contestação
O réu poderá alegar
toda matéria de defesa
Até contra-atacar
O Código de Processo Civil
Terá uma parte geral
Isso é genial
Pois o processo de conhecimento
Acaba sendo um tormento
Recurso protelatório
Nunca foi a solução
A imposição de multa, será a salvação
Nós professores
Que estudamos a cada dia
Será que iremos engolir essa ousadia?
O legislador fortaleceu-se
Diante de tanta fraqueza
Recheou nosso código, de normas de outra natureza
Misturou no processo civil
Normas de direito material
Criou o princípio da verdade real
Abrandou a verdade formal
Não sei se procuro entender
Ou apenas esquecer
Que o pior ainda vai acontecer
Testemunhas não serão arroladas
Comparecerão sem serem intimadas
Não vislumbro nessa nova roupagem
Nenhuma vantagem
Agora é só aguardar a aprovação do Senado
Alunos, preparem-se, será danado..

Jurisdição

A jurisdição irei provocar
O direito de ação manejar
Para que o juiz possa dar impulso
E a meta processual alcançar
A jurisdição civil é exercida
Pelos juízes no território nacional
Esse é o princípio da territorialidade total
Uma vez provocado
O juiz não se exime de dar o seu recado
Por meio do processo
Eis o direito de ação
Que nasce apenas com a provocação
O interesse de agir é fundamental
Sob pena de causar sério mal
Sua falta acarreta e extinção natural
Assim é a jurisdição
Indeclinável e imparcial
A lisura judicial deve ser um efeito
Sob pena de causar a extinção prematura do feito
O mesmo se diz da legitimidade,
Sem ela a relação não se estabelece de verdade

Devolução Sinistra de um Anel

Não tive dúvidas
Quando empreguei
Em minha casa uma nordestina
Muito me empolguei
Moça de voz macia
Mulher dada e sem mania
Sempre à disposição
Veio  a decepção
Não tinha noite nem dia
A mulher de estatura baixa
Parecia  Maria
Um anel furtou
Furto ,palavra forte
Quem imaginava, que aquela mulher do norte
Se entregava a má sorte
Não sei se foi crime ou doença
Maldadeou perdição
O fato é que aconteceu ,
Aquela subtração
Foi subtraído anel de grande valor
Causou dor e desamor
A empregada bondosa
Em infratora se transformou
Pai e filha choraram a subtração
Pois a peça antiga, era de grande estimação
A moça não confessou e pôs-se a chorar
Para sua inocência provar
Não houve acusação
Apenas suposição
De indícios que foram somados à sua reação
Para confirmar a culpa
Uma notícia chatinha
Foi no ourives  vender jóia antiga
Uma nordestina baixinha
Provavelmente arrependeu
Danificou a peça
Colocou debaixo do pneu
Quando  o carro saiu
A peça partiu
Ja não era  a mesma
Perdeu sua beleza
O brilhante caiu
O inesperado aconteceu
O anel foi devolvido
Aquela beleza antiga se perdeu
A admiração pela moça, enfraqueceu
Resta a demissão
Sem muito dar explicação
Aqui fica registrada uma sinistra devolução

Ida a Brasília

Certo dia chuvoso
Saimos para enfrentar
Uma turma pesada
Para nos sabatinar
Eu e minha amiga Silvana
Carona fomos pegar
Com um rapaz, que começou a nos orientar
No caminho, muita chuva
Neblina tivemos que suportar
Chegando em Ribeirão , o avião fomos pegar
Durante o voô, muito medo do ar
Chegamos em Brasília e para OAB partimos
Ficamos na fila de espera, quase desistimos
Um grande amigo encontramos
Também desesperado
Preparando-se para responder àquele chamado
Um moço inteligente chama a gente
Na sala os advogados federais, pensamos,
Sucumbir , jamais
Criticaram o projeto pedagógico
Isso era lógico
Direito do trabalho no início
Foi constatado o primeiro vício
Não teve culpado
O mentor do projeto foi um nobre que fez doutorado
Partiram para indagar
O regime de trabalho
Quando dissemos horistas,puseram a criticar
Deve haver tempo integral e parcial
Nossa Faculdade é pequena
Isso não é real
Norma dessa grandeza, só para maioral
Mesmo com os argumentos
Dra. Silvana anotou
Naquele instante tudo se aclarou
Devemos nos ajustar às recomendações ofertadas
Tudo foi consagrado, para evitar mais marteladas
Dali saímos sufocados
|Depois de sabatinados
Aquilo que passamos, ficou bem chancelado
Pegamos o avião de volta
Agora de Tam
A tensão foi menor, Passaredo é bem pior
Chegamos ao nosso destino
Com o coração apertado
Tínhamos que aguardar o nobre resultado
Nossa ida a capital
Acabou sendo legal
A espera do relatório, foi fenomenal
A cada publicação
Conferíamos se a nossa foi menos mal
No impulso da hora, sempre procurando esclarecer
Meses se passaram e nada do parecer
Esse é o destino da gente
Educadores a mercê de cúpula diligente
Aqui foi registrada uma diversão disfarçada
Daquele dia em diante, para ir em Brasília,
Só como deputada.

Ida a Brasília

Café


Como gosto de café
Seu cheiro, seu gosto
Tudo é como é
Melhor seria o café ofegante
Do lado de quem amamos
Ainda que por um instante
Queria tomar café
A seu lado cedinho
Depois de um terno carinho
Seria bom acordar
Sentir sua presença
Captar o que pensa
Invadir seu ser
Ficar bem perto de você até o anoitecer
Começar a madrugada
Sem parada
Andar de maõs dadas por uma estrada
Cair na grama, sujar de lama
Tudo isso meu coração reclama
Esse é o destino de quem ama
Café agora só se for na cama

Autodefesa(Tema jurídico)

Na legislação passada
A autodefesa era aplicada
Como forma de solução de uma questão
Com o fortalecimento do estado
Isso é coisa do passado
Temos o processo ao nosso lado
É só pedir tutela ao Judicário
E seu pedido será amparado
O homem em seus conflitos existenciais
Acaba esquecendo
Vingança privada, jamais
Com o surgimento da ação
Ninguém fica sem proteção
Basta exercitar o direito
Por meio da petição
Esse é o veículo que deve ser usado com moderação
Não apenas para iniciar
Uma grande confusão
Muitos carecem dessa razão
Acabam acionando o judiciário
Apenas por explosão
Não deduz pretensão
O que queria na verdade
Era ser alvo de especulação
Como é triste o destino de um homem
Que só usa a emoção
Deixa ao abandono toda uma tradição
De valores éticos e morais de outra geração


Medo

O medo corrói a alma
Ao invés de trazer tranquilidade
Enfraquece a calma
Sentimento que destrói a mente
Nos deixa confuso e  mata  discretamente
Acaba afogando nossa simpatia
Nos angustia
Gostaria de suprimir esse tormento
Ficar no acalento
De tantas outras melodias
Como é  destrutivo esse medo
Ao invés de nos atirar para vida
Nos esconde no beco
O medo é o avesso da ousadia
Ele está para a vida
assim como a noite para o dia
O medo impede o amar sem  fronteira
Escraviza sua ternura e te  dá rasteira
O pior medo que existe
É o medo de amar de poucas maneiras
O importante é o doar
Se entregar para a sorte
Não ter medo do azar
Viver,  sem medo da morte

Fotografia

A fotografia mexe comigo
Me deixa doente
Por antes não ter existido
Me impulsiona
Para um mundo perdido
Queria existir naquela fotografia
Fazer parte de sua vida
Desde os tempos idos
Fotografia
Você me revelou detalhes importantes
Coisas não vistas antes
O que será que a fotografia quis registrar
Um dia vivido ou  sugerir nova forma de amar?

Video Game


Vídeo game

Esse jogo é mania
Ficar direto no vídeo game
Já virou nostalgia
Pena dos viciados
Ficam anulados em seus ideais
Parecem marginais
Cada dia no jogo aumenta a simpatia
Jogar video game demais é sepultar a magia
O mundo real é contagiante
Bem diferente do virtual
Esse é horrorizante
Menino que não larga da tela
Não aprecia a beleza que existe fora da janela
Como dói constatar , meninos não sabem apurar
A gravidade do vício e se põem a jogar
Navegam por jogos pesados]
Sem censura, só têm tristezas a somar
Abandonam o convívio harmonioso do lar
Os garotos antigos eram sábios
Não desprezavam brinquedos por eles preparados
Pegavam o martelo, parafuso e começavam a fabricar
Brinquedos inteligentes se punham a inventar
Gostaria de retroceder e no passado chegar
Brinquedos inteligentes, fazer ressuscitar
Se hoje tivesse um poder
Uma norma iria editar
Acabar com o video game
A vida se renovar
Colocaria nas prateleiras
Apenas brinquedos inocentes
Para que os meninos de hoje fossem uma semente
A ser lançada em terra fértil e sadia
Iria fazer extinguir, brinquedo que vicia.