Momento Fotrográfico






Foi muito engraçado aquele cenário,

Eu descontraída , levei quase o armário

Peças de renda e cetim, estampa e um par de sapato ,muita animação!

Estava me esperando, uma amiga fotógrafa, começou a sessão....

Me deitei no sofá estampado, uma queda aconteceu, pura diversão!,

A troca de roupa era contínua, parecia menina em pleno verão,

De repente, uma pose, um ar de mulher engenhosa, tentação...

Ao ver a produção, o registro daquele momento, ficou em meu coração,

Marinês, acho que chegou nossa vez, é o prelúdio da sensação,

Me senti uma princesa, pura realeza, quase fui novamente ao chão,

Uma jogada de cabelo, um leve estontear, um sorriso maroto , fizemos a projeção.....

As imagens foram colocadas na tela, me senti na televisão,

Que momento animador, muita risada, meu corpo estava em outra dimensão,

Mas, antes da conclusão, o refletor não conseguia, criar uma boa visão,

Chegou o maridão, fotógrafo renomado, e apareceu a iluminação,

Tudo ficou radiante, eu e minha amiga fotógrafa, pura transformação.

Pessoa especial como ela é difícil , pois além de cuidar da imagem ,cuida da dentição,

Dentista tradicional, já fincou raízes, como fotógrafa, uma revelação

Tem afinidade com a máquina, chama, sugere, simples atração,

Não consigo afastar da mente aquela manhã de fotos, valeu até alguma correção,

Na escolha das fotos, estava minha nobre fotógrafa , em plena doação....

Sorriu de minha visão e percepção,

Pois naquele exato momento, terminava o dramalhão,

Foi alegre e angustiante, pois sou marinheira de primeira navegação,

Sem contar que meu esposo, nem me deu atenção,

Desprezou as fotos e disse: isso é pura ostentação!!!!!!

Não vejo sob esse ângulo, o que enxergo, vai além da visão....

Afinal, ser fotografada , foi química em reação

Meu espírito aventureiro, não morreu não,

Quero marcar outro dia, e continuiar a animação...

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Maria Zamborra

Em uma cidade pequena, me lembro de uma cena,
ela andava pelas ruas, sua figura era plena
Plenitude de tamanho, seios enormes, nada de mulher pequena,
Seu nome irei decantar, Maria Zamborra, mulher de alma serena,
Nada de cultura, rude, roupas rasgadas, andava pela avenida , que pena!!!!
Todos se punham a zombar, eu, uma criança, me lembro do povo em novena,
todos a falar, caçoar, dos enormes vestidos, parecia Madalena,
Maria Zamborra, onde será que está agora? No céu, junto a Nossa Senhora,
tenho certeza de uma coisa, a simplicidade de sua figura, a colocou no altar,
junto aos anjos mais serenos, que habitaram seu lar,
Mulher que sofreu o desprezo ,de um povo a gritar,
Zamborra, Zamborra, esqueceu o zíper de fechar,
arrume essa blusa, não deixe os seios a mostrar,
Ela toda simplória, não entendia nada, continuava a atravessar,
carros passavam ,e a Zamborra nem parecia ligar,
quase foi atropelada, pobre coitada!!!!!!
Maria Zamborra, nunca me esqueci de seu semblante, mulher que morava na rua,
misturava a seus habitantes,
Zamborra, você marcou minha infância, nunca critiquei, aliás, admirava sua elegância,
porém uma coisa ficou registrada, a sua extravagância.....