Distancia, Meros obstáculos ( homenagem a irmã amiga Soraya e Ernane )

Distancia entre nós , apenas um espaço delimitado,
por traços, limites de velocidade escasso,
Distancia, porque a determinação dos limites?
Distancia, porque em mim fez habite-se?
Nada dói, além da distancia que debilita,
Ondas de fúrias ocultas em um corpo que hesita,
Distancia , noção territorial , não mais que espacial,
Distancia, jamais separação de nós ,
d

istancia , afastando o som oculto da voz,
Porque falarmos em distancia como óbice do amor?
Se o que mais me aquece é o infinito calor,
Os toques ofegantes , não posso dar,
As mãos enebriantes, não terei como deslizar,
As sensações de estertor apoplético, não tenho com ofertar,
o rubor na face, basta imaginar,
Pois a distancia flagela o verbo amar,,
Que distancia é essa? Incapaz de me anular,
Distancia, tão próxima de mim,
não passa de quilometragens sem fim,,,

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escrito

Carro

Nas beiras " Parado o carro nas eiras,
nem beiras,,pois errantes as seteiras,
Nada de sinalização, verdadeira confusão!!
Carro , errado ,na contramão,
Ao invés de ficar de fora,,entrou no barracão,
Carro, rodas andantes, na velocidade da ilusão,
Carro, parado , atracado nas faixas erradas,
triste parada,,motorista recebe a chamada,
Quem conduzia,,,nada sabia ,
apenas queria entrar, ficar e ali ete
rnizar,
Carro, mero compartimento fechado,
ótica de um olhar nublado,
pois errado o destino ,
condução veloz de menino,
Carro, a velocidade aumentada 
aconchego na edificação errada,
Carro, rodas rodeadas de freios,
Anseios de dois seres em devaneios,
Carro, gerenciador de ânimos entusiasmados,
Carro, mero condutor de seres enamorados,
Carro, roda da ilusão, rasgadas na contramão,
freios inibidores, mero saciadores de paixão,
Carro, apenas um espaço quadrado.......
Carro, tão somente um corpo em movimento,
Carro, aconchego de tormentos,
Carro, visão próxima de nós,
Carro, o começo de um amor veloz.......
O prelúdio do amor..
o termo final da dor,,,,
Carro, nada mais que um Motor,,,,