Taxi

TAXI "'Do vento que me és passado em nada te esqueço ,
Mel que verte chorado saudades em teus braços amanheço,
Andamos pela cidade de taxi, a chuva que caía parecia rio,
Lágrima de onda salgada, oceano distante de frio.
Dos corpos ora apartados, houve simbiose gentil…
Afecto de olhos somados, multiplicados desvelos por mil.
Da mão invisível partida, manobra viajante de cais
Procuro teu sonho na av

enida, vejo teu rosto em murais.
Diga-me então se souberes, como viverei sem os seus,,…
Que partiram qual quimeras de inverno, amor-perfeito em adeus......
Gelo chuva nos olhos, esse adeus é até logo,pois desfeito…
Dias em tua memória que te guardo dentro do peito.
Ainda que não voltes mais á cama dos nossos segredos
Ficarei sentada no cais desenhando esperança nos dedos.
E podem o sol e a lua dizer-me despedida em dor…
Para mim és fragata, falua, eterna cantiga de amor.....
Te amo e te amarei,,meu eterno amor,,
Apenas o vento foi embora, mas continua essa dor,,
A saudade me abocanha,,lembro da minha façanha,
A chuva que batia no táxi, era a nossa barganha,,,,